O ‘Anuário da Cachaça 2021’ revela, na 3ª edição, que Salinas, Região Norte de Minas, se mantém como a Capital Nacional da Cachaça

Minas Gerais honra o título de maior produtor de cachaça de alambique do país por mais um ano. O número de estabelecimentos produtores de cachaça e de aguardente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) cresceu 4,14 % no país no último ano. Desses, 397 são registrados em território mineiro, que representa mais que o triplo do segundo colocado, São Paulo.

O estado é o maior produtor de cachaça de alambique do país, com 200 milhões de litros por ano, respondendo pela metade da produção nacional, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).
O estudo, intitulado de “A Cachaça no Brasil – Dados de Registro de Cachaças e Aguardentes – Ano 2021”, revelou que Salinas, Região Norte de Minas, Capital Nacional da Cachaça, se manteve na dianteira no Brasil com 23 registros de estabelecimentos produtores de cachaça.
É de lá que vem a Cachaça Salinas, uma das mais conceituadas no cenário nacional. Thiago Medrado, proprietário, conta que Minas é o “celeiro de cachaças de qualidade e pioneiro na produção de cachaça de alambique, tanto em número de fábricas quanto em litragem de produção”.

Para ele, esta qualidade dá ao estado um reconhecimento mundial e se orgulha de fazer parte. “Esse reconhecimento é a nível mundial e, sem dúvida, Minas Gerais tem grande papel na valorização da cachaça”, afirma.

É perceptível a atuação do estado no setor: Alto Rio Doce, Região da Zona da Mata, conta com 9 registros; Córrego Fundo, no Centro-Oeste de Minas, são oito estabelecimentos produtores de cachaça, ou seja, um produtor para cada 798 mil habitantes, o que o setor chama de densidade cachaceira.

O estudo também revelou o número de marcas de produtos classificados como cachaça e aguardente de cana registradas no ministério: em 2020 esse número foi de 5.523. Em 2019, eram 4.705.

Fiscalização

Sobre o crescimento apontado no Anuário da Cachaça 2021, Thiago ressalta que a fiscalização do setor teve papel importante para o crescimento. “Em Minas Gerais, a intensificação da fiscalização por parte do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), que passou a ser mais atuante, fez com que mais empresas buscassem a regularização perante os órgãos públicos”, destaca. “Embora seja um número positivo, ainda existe muita regularização para acontecer”, acrescenta o empresário.
O número de registros em 2020 foi de 1.131, enquanto em 2019, de 1.086. “O mercado informal ainda é bastante expressivo e somente com fiscalização intensiva conseguimos melhorar a qualidade dos produtos comercializados”, completa Thiago.

Mercado informal

Os dados confirmam a preocupação do proprietário de uma das maiores cachaçarias do país. Segundo o estudo, o índice de informalidade continua preocupante. Atualmente, 89% dos produtores não estão cadastrados no ministério. O índice é obtido na comparação com aqueles identificados pelo Censo Agropecuário do IBGE de 2016.
Este cenário da informalidade prejudica o setor, conforme relata o proprietário da Cachaça Salinas. “É ruim tanto na concorrência desleal, devido ao não recolhimento de tributos, quanto para a imagem da cachaça em si. Um produto informal não possui fiscalização e em sua maioria é prejudicial à saúde, devido a parâmetros químicos não controlados. Isso prejudica a saúde pública e a imagem da cachaça como produto de qualidade”, lamenta Thiago.

Pandemia

O cenário do setor no início da pandemia de COVID-19 não foi favorável. Apesar disso, neste ano houve uma pequena melhora. “Em função do fechamento de bares e restaurantes com a pandemia, assistimos a queda no mercado da cachaça em 2020 de mais de 23% em volume. O crescimento de produtores registrados apontado pelo Anuário 2021, apesar de pequeno, traz um pouco de alento para o setor e uma dose de otimismo”, ressalta Carlos Lima, diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC).
Thiago, proprietário da Cachaça Salinas, completa: “A pandemia ajudou a alavancar as vendas nos supermercados, mas prejudicou muito o consumo em bares e restaurantes. Minas Gerais, estado conhecido por bares, sofreu muito, e consequentemente a cachaça”, explica.
Este cenário da informalidade prejudica o setor, conforme relata o proprietário da Cachaça Salinas. “É ruim tanto na concorrência desleal, devido ao não recolhimento de tributos, quanto para a imagem da cachaça em si. Um produto informal não possui fiscalização e em sua maioria é prejudicial à saúde, devido a parâmetros químicos não controlados. Isso prejudica a saúde pública e a imagem da cachaça como produto de qualidade”, lamenta Thiago.

Pandemia

O cenário do setor no início da pandemia de COVID-19 não foi favorável. Apesar disso, neste ano houve uma pequena melhora. “Em função do fechamento de bares e restaurantes com a pandemia, assistimos a queda no mercado da cachaça em 2020 de mais de 23% em volume. O crescimento de produtores registrados apontado pelo Anuário 2021, apesar de pequeno, traz um pouco de alento para o setor e uma dose de otimismo”, ressalta Carlos Lima, diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC).
Thiago, proprietário da Cachaça Salinas, completa: “A pandemia ajudou a alavancar as vendas nos supermercados, mas prejudicou muito o consumo em bares e restaurantes. Minas Gerais, estado conhecido por bares, sofreu muito, e consequentemente a cachaça”, explica.
Fonte Reportagem : Jornal Estado de Minas – caderno economia , por
Natasha Werneck

 

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